Archive for outubro, 2010


 Alagoas está azul. O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) acaba de ser reeleito governador do Estado de Alagoas. Apesar do TSE ter apurado apenas 98% das urnas em Alagoas, os números apontam que Teotônio já está matematicamente eleito.

Enfrentando uma campanha com muitas trocas de acusações pessoais, Teotônio conseguiu ampliar a margem de votos conquistados no primeiro turno, que foi 534.962. No primeiro turno, o tucano disputou o pleito com outros cinco candidatos : Ronaldo Lessa, Fernando Collor, Mario Agra, Jefersson Piones e Tony Clóvis.

Após o resultado do primeiro turno, Ronaldo Lessa confirmou aliança com o Fernando Collor, na intenção de unir forças e votos para derrotar Teotônio. Em contrapartida, o candidato tucano se aliou ao prefeito de Maceió, Cícero Almeida, outra grande força da política alagoana.

O desenvolvimento e a geração de emprego foram alguns dos temas mais explorados por Teotônio durante a campanha. Atração de mais de 40 indústrias, 20 hotéis, construção de 36 mil moradias e promessa de mais 40 mil, duplicação de rodovias, chegada do estaleiro Eisa, triplicação da UE do Agreste, estruturação da Segurança Pública, Educação e Saúde foram alguns dos temas focados por Vilela.

Para este mandato, Teotônio prometeu trazer mais indústrias, criar escolas profissionalizantes, abrir novas rodovias, valorizar ainda mais o funcionário público, realizar concursos, além de investir em Saúde, Educação e outros setores.

Fonte: alagoasemtemporeal

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Após quatro meses de uma campanha em que temas morais e religiosos ofuscaram propostas concretas sobre temas importantes à nação, Dilma Rousseff é eleita a primeira presidente da história brasileira. A candidata petista derrotou o tucano José Serra em um segundo turno em que a abstenção superou os 20 milhões de eleitores.

Com mais de 98% dos votos apurados, a sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva não vai alcançar a votação de 2006 do atual presidente. Naquele ano, Lula obteve mais de 58 milhões de votos, e Dilma soma até o momento cerca de 54 milhões.

Na comparação com o primeiro turno, Serra conseguiu reverter o resultado favorável à petista no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo. No início do mês, Dilma venceu em 18 Estados, Serra levou em oito, e Marina Silva foi a mais votada no Distrito Federal. As urnas abertas neste domingo deram a petista vitoriosa em 15 Estados e no Distrito Federal, e o tucano vencendo em 11 Estados.

Dilma confirmou a força do PT no Nordeste, vencendo em todos os Estados da região, em alguns deles com votação superior a 70% dos votos válidos como Maranhão e Pernambuco. A presidente eleita também teve uma vitória importante em Minas Gerais, reduto do PSDB que elegeu o tucano Antônio Anastasia em primeiro turno.

Trajetória

Quatro segundos. Nenhuma palavra. Uma mesa distante da do chefe. Essa foi a participação de Dilma Rousseff na primeira propaganda eleitoral do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Oito anos depois, ungida por seu mentor para sucedê-lo, a ex-ministra, na primeira disputa eleitoral de sua vida, transcendeu a fama de gestora sisuda para se tornar a primeira presidente da história brasileira.

Sem programa, um de seus desafios será provar que não é apenas uma sombra de Lula, dizem analistas. Além da confiança do presidente, o grande trunfo da petista foi a política de alianças adotada pelo PT e pelo próprio presidente para elegê-la. Graças ao apoio formal de PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN, a campanha de Dilma ganhou força com o início do horário eleitoral obrigatório. Com isso, a candidata ganhou personalidade.

Infográfico

Ficou por pouco o triunfo já no 1º turno, depois de uma onda de rumores e outra de denúncias envolvendo seus aliados. Para vencer na votação de 31 de outubro, a ex-ministra-chefe da Casa Civil teve de renovar seu pragmatismo assinando compromissos com religiosos, iniciar campanha negativa contra o rival José Serra (PSDB) e trocar a gagueira que a abatia nos idos de abril, na pré-campanha, por aquilo que chamou de “assertividade”, mas que foi considerado agressividade pelos adversários.

No caminho para ser hoje a presidente eleita do Brasil, Dilma sofreu para ganhar trânsito com políticos em geral e com eleitores mais animados em ver seu mentor do que a ela própria.

Precisou de dois Josés Eduardos para guiá-la: Dutra, presidente do PT, e Cardozo, secretário-geral do partido. Obediente e pragmática, atendeu prontamente aos conselhos do marqueteiro João Santana. Adotou novo visual.

A presidente eleita forjada na campanha é diferente da especialista em energia que, com seu temperamento forte, foi alçada ao primeiro time do governo após o escândalo do mensalão, em 2005.

Neste ano, tentou aliviar a imagem da mulher que passava descomposturas em colegas ministros. “Sou uma mulher dura cercada de homens meigos”, costuma dizer, em tom de ironia. Buscou evitar confrontos, mas às vezes partiu para o ataque, principalmente em momentos-chave do segundo turno.

Momentos da campanha

Filiada ao PT há menos de uma década, a ex-pedetista Dilma conquistou seu primeiro cargo público pelo voto. No fim dos anos 80, ninguém pensava que a secretária de Finanças de Porto Alegre iria tão longe.

O mesmo se passou com quem a visse na mesma pasta do governo gaúcho, anos depois. Agora ela terá quatro anos para provar se é capaz de atuar como protagonista, e não como uma mera coadjuvante.

Sem programa

Dilma não precisou de uma Carta ao Povo Brasileiro –nos moldes da divulgada por Lula antes da campanha de 2002, indicando que não faria mudanças radicais na economia.

Mas, no segundo turno, comprometeu-se com questões religiosas. Após uma campanha contra ela em igrejas católicas e templos evangélicos, prometeu não enviar ao Congresso projetos que interfiram nesses assuntos. Assim, estancou a polêmica sobre sua posição a respeito da liberação do aborto.

“Em uma campanha com candidatos tão parecidos, essa carta foi um momento importante porque evitou maior acirramento e colocou as coisas no lugar”, disse ao UOL Eleições o cientista político Luciano Dias, do Ibep (Instituto Brasileiro de Estudos Políticos).

“A Dilma neobeata foi mais um sinal de pragmatismo. É um sinal de que a governabilidade será tão ou mais importante do que foi para Lula, já que ela não tem o mesmo estofo”, afirma Dias.

A presidente eleita insistiu tanto na defesa de avanços recentes que nem sequer apresentou plano de governo. “Sabemos o que acontecerá na parte econômica? Não. Sabemos se haverá reformas? Não. O que sabemos é que Dilma terá a sombra de Lula do começo ao fim de seu governo”, afirma Cláudio Couto, da FGV (Fundação Getúlio Vargas). “O sinal dado por sua campanha é de que as coisas vão continuar mais ou menos como estão.”

Ainda assim, com tantas dúvidas sobre o que virá, não houve solavancos no mercado financeiro. Está subentendido que serão mais quatro anos de autonomia não-formal do Banco Central, de câmbio flutuante, de investimento em infraestrutura e de medidas macroeconômicas em fatias, raramente em forma de pacotes. “A conversão do PT já está feita. Lula vai sair carregado nos braços, e o mercado já não liga”, afirma Dias.

A volúpia do PMDB e de aliados à esquerda, como PSB e PCdoB, mais poderosos depois das eleições 2010, também acende dúvidas sobre se a presidente eleita será capaz de acomodar tantos aliados de primeira hora em seu governo.

Adversários acusam e aliados reconhecem: Dilma não terá a mesma capacidade de articulação exercida por Lula. “E seria diferente se Serra vencesse?”, pergunta Couto.

Sem teflon

Na campanha, a presidente eleita mostrou que aprendeu mais uma lição de seu maior defensor: deixar pelo caminho aliados que se envolvam em práticas suspeitas.

Na reta final das eleições, Dilma sofreu ataques dos adversários por conta de sua ex-braço direito na Casa Civil, Erenice Guerra, demitida do ministério depois que seu filho se envolveu com lobistas. Lula fez o mesmo com José Dirceu e Antonio Palocci.

“Não vou aceitar que se julgue a minha pessoa com base no que aconteceu com um filho de uma ex-assessora”, disse Dilma. As pesquisas citaram o caso Erenice como principal fator para a disputa do segundo turno.

“A popularidade do Lula é resultado de décadas. A maior parte da popularidade de Dilma não vem dela mesma”, afirma Dias, do Ibep. “Até pela folgada maioria no Congresso, ela será mais observada pela mídia.”

Alguns dizem que Dilma esquentará o principal assento do Palácio do Planalto para que Lula retorne em 2014. Outros preferem vê-la como uma mulher forte, que sobreviveu à prisão e ao câncer para golpear um cenário político repleto de caras antigas. Uns tantos a consideram uma burocrata que terá dificuldades para conduzir o país por falta de ginga com os políticos de Brasília.

Com uma trajetória que só começou a ser conhecida há poucos meses, talvez o Brasil precise de quatro anos para saber a resposta.

Faltam referências –e plano de governo divulgado– para definir-se o que Dilma buscará de diferente em relação a Lula. Se é que fará isso. O dado concreto –como a própria gosta de dizer– é que ela ascendeu de figurante em 2002 a estrela em 2010.

Fonte: uol

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|LELO MACENA – Repórter
Foto: Alexandre Battibugli/Reprodução
Jogador que era a própria razão de ser da expressão ‘futebol-arte’, Edson Arantes do Nascimento completou ontem 70 anos de vida. Em pelo menos 15 deles, protagonizou lances espetaculares dentro das quatro linhas, transformando os gramados num território mágico: quem o viu em ação jamais esqueceu. Homem cujo corpo se movia no compasso da bola, em campo Pelé driblava, cabeceava, chutava e fazia gols como ninguém. Não por acaso, foi escolhido o Atleta do Século 20. Em Alagoas, recebeu aquela que é talvez a maior homenagem à sua memória – deu nome ao nosso principal estádio, o Rei Pelé, que por sinal completa 40 anos amanhã. Como essas histórias não podiam passar em branco, a Gazeta tratou de recuperá-las. Durante toda a semana, o repórter Lelo Macena coletou textos e lembranças e conversou com pessoas que tiveram a chance de vê-lo jogar ou de jogar contra ele. Numa palavra, imperdível.

Rei da cabeça aos pés
Maravilhado com a atuação magistral do atacante negro e franzino, ao apito final do juiz o repórter parte em busca de uma declaração para o jornal. Ao se aproximar, vê que se trata de um menino. “Quem é o melhor meia do mundo?”, pergunta o repórter. “Eu”, responde o moleque. “E o melhor atacante?”. “Eu”, dispara de novo. O repórter titubeia. Não sabe ao certo se está diante de um garoto arrogante ou de um predestinado.
Aquele negro franzino acabara de deslizar pelo gramado do Maracanã um futebol dos mais agudos e geniais. Fizera quatro dos cinco gols do Santos na vitória de 5 a 3 sobre o América do Rio de Janeiro, naquele mês de fevereiro de 1958, a poucos dias da convocação para a Copa do Mundo da Suécia. Num dos gols, saiu de sua intermediária, driblou seis jogadores e tocou por cima do goleiro. Uma verdadeira obra de arte.

Breve história de um reinado eterno
Os desavisados riam e faziam chacota quando um moleque magrinho, canelas finas e roupas folgadas, entrava nos campos de pelada de Bauru, no interior de São Paulo. Mas bastava o diabinho pegar na bola para o sorriso se desmanchar e dar lugar a uma expressão de admiração. A habilidade do menino Dico, como era chamado pela família, saltava aos olhos. Driblava, cabeceava, chutava e fazia gols como ninguém. Um verdadeiro assombro.
Quando Dico tinha dez anos, ficou com o coração partido ao ver o pai, o ex-jogador Dondinho, chorar quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo de 1950 para o Uruguai, em pleno Maracanã. Como se vislumbrasse seu futuro, prometeu ao pai que daria um título mundial ao Brasil. Não demoraria muito – passariam-se apenas oito anos – até que ele enfim pagasse a promessa.

De cronistas a jogadores, o que disseram sobre Pelé
No tempo em que esteve em campo, Pelé foi fonte de inspiração com suas jogadas incríveis e seus bafejos de gênio. Arrancou lágrimas e gritos dos mais enrustidos e fez calar e engolir a seco os mais falastrões. Foi fonte inesgotável de pautas e crônicas para jornalistas e cronistas.
Deles partiram definições, muitas delas poéticas, sobre o futebol do Rei. A genialidade de Pelé foi capaz de instigar até o contido poeta Carlos Drummond de Andrade. Em crônica sobre o milésimo gol de Pelé, ele escreveu: “Difícil e extraordinário não é fazer 1.000 gols como Pelé. Difícil é fazer 1 gol como Pelé”.
Ao descrever uma jogada entre Pelé e Tostão, o craque revelado pelo Cruzeiro, o jornalista Armando Nogueira sentenciou: “A tabelinha entre Pelé e Tostão confirma a existência de Deus”. Ele mesmo, buscando definir poeticamente o Rei do Futebol, também escreveria: “Se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola”.

Para o repórter gigante, ‘ele’ era um extraterrestre
Foi durante a arrojada cobertura da Gazeta dos jogos da Seleção Brasileira nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1970 que o jornalista Márcio Canuto teve a dimensão da arte do melhor jogador de todos os tempos. À beira do gramado, dividindo espaço com feras da crônica esportiva como Oldemário Touguinhó, José Trajano, Washington Rodrigues e Vital Bataglia, só para citar alguns, Canuto, então com 22 anos, se convenceu de que Pelé era extraterrestre.
“Eu vi um gênio capaz de jogadas inacreditáveis, de gols impossíveis, de dribles estonteantes, e era de carne e osso. O Pelé era realmente algo inacreditável”, diz Márcio Canuto, 64 anos, hoje radicado em São Paulo e um dos mais respeitados repórteres do quadro de jornalismo da Rede Globo.

Na memória, a sedução do futebol-arte
Repórter do canal pago ESPN Brasil, Helvídio Mattos, 59, era garoto, no início dos anos 60, quando viu Pelé jogar pela primeira vez. Antes de começar a partida entre Santos e Botafogo, os dois maiores times da época, pelo torneio Rio-São Paulo, o tio de Helvídio o levou para mostrar uns painéis nos quais apareciam imagens da conquista brasileira de 1958, na Suécia, colocados no hall do Estádio do Pacaembu.
“Olha só! Pelé, Pelé e Pelé. Três gols contra a França!”, destacou, apontando com o dedo, o tio de Helvídio. “Aquilo não saiu da minha cabeça, a maneira como meu tio falou do Pelé”, lembra Helvídio Mattos em entrevista por telefone à Gazeta.
Paulistano e filho de um torcedor do São Paulo, naquela noite Helvídio acabou arrebatado pelo time do Santos. “Lembro que o primeiro tempo terminou 2 a 1 para o Botafogo. No final, o Santos virou a partida e o jogo acabou 4 a 3. Nem me lembro se ele fez gol, mas saí de lá apaixonado pelo Santos e fã do Pelé. Ele virou meu ídolo, meu grande herói”, confessa o experiente repórter da ESPN, o primeiro no Brasil a cobrir uma Copa Africana de Nações, no Senegal, em 1992.

Quem mandou cutucar o Rei com vara curta?
O primeiro tempo acabou zero a zero. Dava a impressão de que o CRB, campeão alagoano de 1964, arrancaria um grande resultado contra o todo-poderoso Santos de Pelé e companhia. No começo do ano, o time vencera o São Paulo por 3 a 1 e arrancara um empate contra o Corinthians. Corria o ano de 1965 e o time paulista encaixara a cidade de Maceió em seu roteiro de amistosos pelo Nordeste. Era a chance que Alagoas tinha para ver de perto o time bicampeão mundial interclubes. Mas o placar parcial daquela tarde estava longe das goleadas aplicadas pelo timaço histórico.
Enquanto o Santos se encaminhava para o vestiário, a torcida ‘tirava onda’ com os jogadores. “Cadê o Santos!?”, gritavam os torcedores. Presente naquela partida, no Estádio Severiano Gomes Filho, o centroavante do CRB, Xavier, percebeu que os jogadores santistas se incomodaram com os apupos. “Nós, jogadores do CRB, ficamos na nossa. Não entramos na onda da torcida. Sabíamos da máquina que era o Santos, mas ainda tínhamos a esperança de arrancar pelo menos um empate”, conta José Augusto Xavier, hoje com 72 anos de idade.

O zagueiro alagoano que enfrentou o Rei
Dentro do vestiário, o volante Chicão, famoso por suas botinadas, procurou o zagueiro: “O Pelé disse que se você não parar de bater, ele vai te quebrar”. Alagoano, revelado pelo CSA, zagueiro de muita raça e vigor físico por quem os atacantes sentiam um misto de temor e respeito, Paranhos se preocupou com o recado de Pelé. Sabia que o ‘Negão’ enfezado não era flor que se cheirasse. Tinha a malícia de bater e sabia dar para quebrar. Em 1965, num amistoso em que o Brasil venceu por 2 a 0 a seleção da Alemanha Ocidental, o alemão Kiesman levou a pior numa dividida com Pelé. Voltou para casa com a perna no gesso.
Paranhos não disse nada a Chicão. Era o intervalo de Santos e São Paulo pela segunda fase do Campeonato Brasileiro de 1974. O jogo era disputadíssimo. Em campo, craques como o meia uruguaio Pedro Rocha, o atacante Mirandinha e o goleiro Waldir Perez, pelo São Paulo, e, além de Pelé, os tricampeões Edu, Carlos Alberto Torres e Clodoaldo pelo Santos. O jogo estava 1 a 0, gol de Pelé, depois de pênalti cavado pelo próprio. Enroscou-se nos braços do zagueiro Arlindo, foi ao chão e o juiz Armando Marques foi na onda.

No Estádio Rei Pelé, uma homenagem de concreto
Hospedados num hotel do Rio de Janeiro, o então governador de Alagoas, major Luís Cavalcante, e o professor Ib Gatto Falcão, à época secretário de Estado, preparavam-se para ir ao encontro do senador Teotônio Vilela, o pai. Reuniriam-se para definir um nome em Alagoas para assumir um ministério no governo do general Castello Branco. Antes de partir rumo ao encontro daquele que viria a ser conhecido como o Menestrel das Alagoas, a dupla foi abordada por um homem no hall do hotel.
Era o engenheiro paulista João Kair. Carregava debaixo do braço o projeto de uma grande praça de futebol. Oferecera dias atrás ao presidente do Corinthians de São Paulo e este recusara por causa do custo elevado. Sabendo que o governador de Alagoas se encontrava no Rio de Janeiro, Kair não perdeu tempo e tratou de oferecer o projeto a ele. O major Luís Cavalcante e o professor Ib Gatto Falcão gostaram do que viram. Conversaram durante um bom tempo, mediram prós e contras e ali mesmo fecharam negócio com o engenheiro. Ficaram tão entusiasmados que acabaram esquecendo do compromisso com o senador Teotônio Vilela, que ficou uma arara com o ‘bolo’ que levou dos conterrâneos. Naquele dia, como contou o professor Ib Gatto ao jornalista e historiador Lauthenay Perdigão, Alagoas perdeu um ministério, mas ganhou o Estádio Rei Pelé.

PARA SABER MAIS SOBRE O REI, CONFIRA NOSSA SELEÇÃO
PELÉ – MINHA VIDA EM IMAGENS
Com um depoimento autobiográfico pontuado por mais de 70 imagens, o livro condensa a narrativa do garoto franzino de Três Corações que se transformou no maior jogador de futebol de todos os tempos.
FICHA: Cosac Naify, 150 págs., R$ 140, em média
PELÉ 70
Repleta de ilustrações, esta obra bilíngue é uma homenagem à comemoração dos 70 anos de Pelé. Eleito o atleta do século, o ex-jogador de futebol completa 70 anos de vida
no aniversário de 40 anos da conquista da Copa de 1970, no México.
FICHA: Realejo/Brasileira, 159 págs., R$ 120, em média
NA GRANDE ÁREA
É uma reunião de 41 crônicas escritas por Armando Nogueira entre 1964 e 1966. Em seus textos, o cronista expõe todos os sentimentos de um torcedor de futebol, sejam eles de alegria, de paixão ou de desespero. “Tudo acontece na grande área”, afirma Nogueira já no texto que abre o livro. Publicado em 1966 pela Bloch Editores e esgotado desde 1996, Na Grande Área foi reeditado pela Lance! Publicações.
FICHA: Lance, 164 págs., R$ 40, em média
PELÉ – OS DEZ CORAÇÕES DO REI
“Exatamente como na arte, o que sobressaía era a sensação de espanto e de surpresa. Surgia o mito. Pelé é claro. Feito mito, ele continuava a ser, ainda assim, o mesmo menino. De volta ao Brasil, depois do título de 58, na recepção que o governador de São Paulo, Jânio Quadros, ofereceu aos campeões mundiais, quase ninguém o viu. Desinteressado pela festa, Pelé passou a maior parte do tempo escondido no zoológico do governador, sozinho, divertindo-se com as antas e os pavões. A infância do Rei ainda não terminara”. Eis um trecho do livro de José Castello, um dos mais belos textos sobre Pelé.
FICHA: Ediouro, 240 págs., R$ 40, em média
O NOSSO FUTEBOL
Um dos principais cronistas esportivos do Brasil, o jornalista Fernando Calazans reúne em livro mais de 80 crônicas produzidas ao longo de sua carreira. Os textos contam histórias sobre craques como Pelé, Garrincha, Didi e Nilton Santos. O ídolo Zico, além de Romário e Ronaldinho, entre outros, também são personagens das crônicas de Calazans.
FICHA: Mauad, 208 págs., R$ 35, em média

EM DVD
PELÉ ETERNO
Ano de produção: 2004
Direção: Aníbal Massaini
Duração: 121 minutos
O documentário apresenta a história de Pelé, gênio do futebol, tricampeão mundial, bicampeão mundial interclubes pelo Santos. Mostra também os gols importantes e os lances consagrados, além de recriar dois gols antológicos desta personalidade do esporte.
Em fevereiro de 1958, a poucos dias da convocação para a Copa do Mundo da Suécia, Pelé ‘embriagaria’ uma dupla de observadores formada por ninguém menos que Armando Nogueira e Nelson Rodrigues
O governador Lamenha Filho (E) e Pelé antes da partida que inaugurou o Rei Pelé, em 1970

NÚMEROS DE PELÉ
›› 1957 – Santos (17 gols)
›› 1958 – Santos (58 gols)
›› 1959 – Santos (45 gols)
›› 1960 – Santos (33 gols)
›› 1961 – Santos (47 gols)
›› 1962 – Santos (37 gols)
›› 1963 – Santos (22 gols)
›› 1964 – Santos (34 gols)
›› 1965 – Santos (49 gols)
›› 1969 – Santos (26 gols)
›› 1973 – Santos (11 gols)

Fonte: Gazeta de Alagoas
Bronzeado e mais magro, candidato à reeleição aperta o passo para cumprir agenda na reta final de campanha
|DAVI SOARES – Repórter
Pele bronzeada e oito quilos mais magro, o governador e candidato à reeleição, Teotonio Vilela Filho (PSDB), finaliza nesta semana a maratona da busca pela preferência do eleitorado, que já ultrapassou a marca de 200 eventos, sendo mais de 60 caminhadas e 60 carreatas – contando apenas o que foi registrado pelas equipes de sua campanha e divulgados no site oficial da “Frente pelo Bem de Alagoas”. No primeiro turno, todos os 102 municípios alagoanos foram visitados, e a campanha tenta repetir a marca esta semana.
No último dia 16, um sábado, a Gazeta teve de apertar o passo para acompanhar um dia na campanha de Teotonio Vilela. E traz um recorte detalhado sobre a postura de Vilela diante do eleitorado da capital e do interior de Alagoas. Entre a caminhada pela manhã, na feira livre de Palmeira dos Índios, e os eventos evangélicos e de motociclistas na noite da capital, o figurino e a postura do governador são adaptados a cada público, mas permanecem inalterados os sorrisos, a palavra atenciosa, os abraços, beijos e gracinhas do candidato à reeleição com quem encontra.

Discurso afiado e promessas
|CARLA SERQUEIRA – Repórter
O futebol domingueiro no campo de chão batido de Colônia Leopoldina divertia como de costume a garotada. Já passava das duas da tarde e a bola “dente de leite” rolava na quentura do domingo 17 de outubro, dia de céu azul, mas ameaçado por nuvens pesadas que abafavam ainda mais o clima no pequeno município da Zona da Mata. Na entrada da cidade, o alto-falante em cima da Kombi anunciava: “Está confirmadíssimo, é hoje, o governador Ronaldo Lessa visita Colônia. Concentração na frente da casa da vereadora Diva do Banco. Participe”.
Uma senhora morena, de cabelos grisalhos presos, a Diva do Banco, recebia os simpatizantes de Ronaldo Lessa na porta de sua casa para uma carreata. Um mini-trio estacionou perto. Começou a juntar gente com bandeira, indicando a proximidade da chegada do candidato. No campo, os peladeiros seguiam jogando, desavisados de que logo, logo um helicóptero pararia a brincadeira. Mas Lessa demorou a chegar. Atrasou uma hora. Um carro com seguranças parou para esperar a aeronave que despontou fazendo barulho e cobrindo tudo com poeira. A criançada adorou. Lessa foi cercado pela meninada, que ganhou beijos e abraços do candidato, até ele alcançar o carro que o levaria para a concentração na casa da Diva do Banco.

Fonte: Gazeta de Alagoas
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