Primeira mulher eleita presidente do Brasil já começa o mandato com 69,2% de crédito popular, segundo pesquisa CNT/Sensus

|CARLA SERQUEIRA – Repórter

Dilma Rousseff primeira mulher Presidente do Brasil

Após oito anos, saiu de cena Luiz Inácio Lula da Silva. O rumo do País agora está nas mãos de Dilma Vana Rousseff, 63 anos. A primeira mulher eleita presidente do Brasil foi empossada nesse sábado à tarde, em Brasília, numa concorrida cerimônia, com a presença de milhares de brasileiros vindos de todos os Estados e de representantes de mais de 130 países. Semanas antes, a cidade já comemorava o rendimento extra com os preparativos da posse. Donos de hotéis, alfaiatarias e até de salões de beleza já sentiam no bolso os bons ventos da continuidade petista no poder. O Partido dos Trabalhadores (PT), desde o fim da década de 1980, amargava sucessivas derrotas nas disputas presidenciais, até 2002, quando os brasileiros entregaram a um operário o cargo mais importante do Brasil. Lula, à frente do País, não parou de vencer. Desde o início, a marca de seu governo foi superar os próprios índices de aprovação. Recordes de aceitação popular viraram a regra de toda a sua gestão. Foi assim até este mês. A última avaliação divulgada pela CNT/Sensus, na quarta-feira passada, mostrou que Lula deixa a Presidência com 87% de brasileiros aplaudindo sua administração. Em setembro deste ano o índice era de 80,7%.

Continuação do governo Lula é esperada

 Os alagoanos estão bem confiantes no governo Dilma (PT). A Gazeta conversou com 13 eleitores, entre pessoas públicas e anônimas, e constatou que a expectativa é de ver a continuação do governo Lula. Até quem não votou na petista espera dela os avanços registrados nos últimos anos. O arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz, quer mais investimentos no Nordeste. Ele não revelou em quem votou, mas elogiou a inquietação da ex-guerrilheira na busca de um país justo. Já o presidente da OAB em Alagoas, Omar Coelho, que declarou na internet ser eleitor de José Serra (PSDB), considera que o Brasil está “capengando”, mas reconhece avanços na gestão petista. O presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi), Jubson Uchôa, preferiu não revelar o voto, mas se mostrou entusiasmado com a continuidade do governo do PT. Uchôa disse confiar nas mulheres e elogiou a atuação de presidentes eleitas em outras partes do mundo, inclusive na América do Sul.

Ministério pode ser dor de cabeça para Dilma, avalia Lula

|GERSON CAMAROTTI – Agência

O Globo Brasília, DF – Poucos dias antes de deixar o governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma avaliação crítica da composição do primeiro escalão do governo da presidente Dilma Rousseff. Apesar de ter influenciado muito nas escolhas dos novos ministros, principalmente da equipe palaciana e econômica, Lula fez o seguinte diagnóstico: Dilma atendeu a todos os partidos, mas deixou todo mundo insatisfeito. Para Lula, isso pode ser fonte de grande dor de cabeça para Dilma nos primeiros meses de governo. Mesmo os interlocutores mais próximos da nova presidente reconhecem que a composição do primeiro escalão deixou os partidos aliados e as várias tendências do próprio PT insatisfeitos. Oficialmente, a ordem é minimizar eventuais sequelas. Mas, se depender de Dilma, ela não fará muitas concessões políticas na montagem do segundo escalão.

Pimentel é o ministro mais próximo de Dilma

 Brasília, DF – Na geografia do poder do governo da presidente Dilma Rousseff, quatro ministros terão destaque especial e vão dividir as principais tarefas políticas: o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo. A estratégia política de Dilma foi de evitar a concentração de poder nas mãos de um único colaborador e, com isso, abrir frentes mais amplas de interlocução com setores da sociedade e o Congresso. Luiz Inácio Lula da Silva, já como ex-presidente, manterá grande influência junto a Dilma. Mas não terá uma função de articulador político, e sim de conselheiro. Sua presença constante na política poderia ofuscar Dilma. Portanto, ele será considerado como uma espécie de reserva técnica para momentos de necessidade.

Fonte: Gazeta de Alagoas

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