Neste País, todos deveriam ter as mesmas oportunidadesDesigualdades
É tão difícil falar das desigualdades sociais. Rico e pobre. Distintos e iguais. O dinheiro os separa. As oportunidades também. Um menospreza restos de comida. O outro sobrevive dela. Restos, só restos. Uma oportunidade de trabalho fica muito mais fácil de ser absorvida por um rico (qualificado) do que para aquele sem dinheiro, estudo, curso, conhecimento ou qualificação.

Neste País, todos deveriam ter as mesmas oportunidades, uma educação de base, as três refeições, mas é uma luta quase que inglória.

Em Alagoas então, isso é um grande, digo grande desafio. Creio que hoje apenas seis famílias detêm a maior concentração de renda no Estado, enquanto outras procuram restos nos lixões, tanto no desativado, como no aterro sanitário situado nas imediações de Guaxuma.

São crianças que acordam cedo, bem cedo e buscam restos de comida e outras coisas para poder levar pra casa e tentar reaproveitar.

Não têm direito a escola, saúde ou lazer. Não têm infância. Como diz uma frase clichê, mas verdadeira: “Elas tiveram sua infância roubada”!  Usam trapos e ficam catando lixo entre vidros, moscas, lixo hospitalar, animais mortos. Quem, em sua vida vai querer passar por isso? Ninguém escolhe. São oportunidades e estas crianças não têm nenhuma.

Agora leitor, imagine, apenas imagine ter uma vivência de um dia em meio ao lixo, sua fedentina que é insuportável e dividir o espaço com animais. Será que dá pra imaginar? Talvez sim, talvez não. A resposta é: Ninguém quer. Mas, as desigualdades sociais forçam situações e a necessidade leva a lutar pela sobrevivência de inúmeras formas, inclusive essa.

Fonte: Blog de Deyse Nascimento

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