As pessoas estão morrendo no Hospital Dr. Clodolfo Rodrigues em Santana do Ipanema, durante audiência pública realizada nesta quinta-feira, 1, na Câmara municipal de vereadores, o diretor geral André  Seabra, mostrou dados que confirmam 180  óbitos  desde abertura do hospital no final de 2010, uma média de uma morte a cada dois dias,  “ o indíce está ótimo, abaixo da média estadual e nacional, ocorre que alguns pacientes chegam em estado grave e morrem no hospital aumentando a estatística”.enfatizou o diretor geral.
 
O hospital não conta com médico cardiologista, o último profissional que trabalhou no hospital geral foi Dr. Iuri Candiago, foi demitido em julho de 2011, depois de exercer a função por sete meses.

A  unidade conta com dois eletrocardiógrafos e não tem uma técnico, enfermeira ou médico que opere os aparelhos.

Confundida com Estresse, Miocardite pode matar

Pouco conhecida, a miocardite, inflamação do músculo do coração, é responsável por até 20% das mortes súbitas em jovens, segundo um estudo publicado na revista “American Heart Journal”. A doença, normalmente ocorre como infecção secundária, por consequência de outros males  infecciosos, como a gripe.

“Como os sintomas envolvem palpitação do coração, dores no peito e falta de ar, muitas vezes o médico acaba confundindo o problema com estresse ou mesmo com as complicações de uma gripe simples. Pelo fato de o paciente ser jovem, nem sempre a possibilidade de uma doença cardíaca é considerada”, explica o médico José Luiz Cassiolato, cardiologista do Hospital Nove de Julho.

Segundo o cardiologista Marcelo Paiva, quando o paciente vai ao atendimento de emergência reclamando de dores no peito, a investigação deve ser completa e rápida. “No caso da miocardite, os sintomas são inespecíficos. A pessoa pode sentir pontadas ou sintomas relacionados ao enfarte, com alteração no eletrocardiograma e nos exames de sangue”, alerta.

Se houver suspeita de miocardite, o exame indicado é a ressonância magnética do coração. Assim, o médico pode confirmar se há inflamação no músculo cardíaco, direcionando, se necessário, para outros exames, mais invasivos.

Quando a doença é diagnosticada, o tratamento inclui repouso, medicação e acompanhamento médico para identificar o andamento da inflamação e possíveis sequelas. “No caso da miocardite, um diagnóstico precoce é fundamental para a cura”, alerta Cassiolato.

A inflamação pode ser autolimitada, ou seja, é possível que a doença regrida sozinha, sem grandes problemas. Mas ela pode piorar e se tornar crônica. Ainda segundo o estudo, aproximadamente 50% dos casos respondem ao tratamento e melhoram sem sequelas, 25% apresentam algum tipo de comprometimento e 25% tendem a piorar, levando o paciente, em alguns casos, ao transplante de coração. Ainda assim, Paiva salienta que o prognóstico é positivo. “É preciso atenção ao diagnóstico, principalmente nos jovens, nos quais os casos de dor no peito muitas vezes são ignorados. A doença é grave, mas o tratamento é eficaz na maioria dos casos.”

 Fonte: sertão24horas