O Cartório Eleitoral da 50ª Zona Eleitoral identificou inconsistências nas contas de Atevaldo

Atevaldo Cabral tem que explicar procedência de veículo usado durante campanha à reeleição Atevaldo Cabral tem que explicar procedência de veículo usado durante campanha à reeleição. Como se não bastasse os problemas com a Justiça comum, o prefeito reeleito em Ouro Branco, Atevaldo Cabral (PMDB), agora tem contas a acertar com a Justiça Eleitoral. O gestor acusado de aliciamento sexual de menor de idade teve sua prestação de contas eleitorais reprovada pelo juiz Phillipe Melo Alcântara Falcão.

O Cartório Eleitoral da 50ª Zona Eleitoral identificou inconsistências, que persistiram mesmo após as diligências feitas pelo Juízo em Primeiro Grau, fazendo com que o parecer do Ministério Público Eleitoral fosse pela desaprovação das prestações de contas apresentadas pelo prefeito eleito, Atevaldo Cabral, que recebeu 3.836 votos este ano.

O que maculou a prestação de contas foi a não apresentação de qualquer documentação que comprovasse que o veículo cedido ou locado, referente ao recibo de nº 0001528215AL000001, pertencesse ao patrimônio do doador. “Diante do exposto, entendo que as irregularidades supracitadas maculam a confiabilidade e a integridade das contas eleitorais apresentadas”, assinou o magistrado.

Mais problemas

Atevaldo Cabral aguarda o parecer do desembargador Washington Luiz, que pediu vistas na semana passada, durante o julgamento do gestor no Pleno do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJ/AL) sobre o crime de aliciamento sexual de menor.

O desembargador José Carlos Malta Marques, relator do processo, deu parecer pela condenação do prefeito. O depoimento da menor de 14 anos, supostamente assediada pelo prefeito, seria o bastante para puní-lo. Se condenado, ele pode pegar de quatro a dez anos de reclusão.

Fonte: Tribunahoje.com