Magistrado teria recebido R$ 400 mil para favorecer, na Justiça, empresa citada em máfia da merenda

STJ investiga o  desembargador  Washington Luiz  por receber propinaDesembargador Washington Luiz é acusado de cobrar propina para beneficiar empresa ligada à máfia da merenda escolar em SP e Alagoas

As investigações sobre o esquema da merenda escolar em São Paulo chegaram a Alagoas e atingiram o Tribunal de Justiça do Estado, mais exatamente o ex-presidente do TJ e desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas. Com ampla influência política em prefeituras do Sertão, ele responde a inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde o ano passado. O magistrado é acusado de receber propina para facilitar a aprovação de processos a uma das empresas do esquema da merenda, com atuação em Alagoas.

O processo no STJ corre em segredo de Justiça e a relatora é a ministra Eliana Calmon. O MP paulista encaminhou o “caso Alagoas” para o Ministério Público Estadual. Intercepções telefônicas mostram que um assessor do desembargador, identificado como Morgan, recebeu R$ 400 mil da empresa do esquema da merenda.

Em 20 de dezembro de 2007, Washington Luiz tomou, pela segunda vez, a mesma decisão: obrigou a Prefeitura de Maceió a retomar contrato com a SP Alimentação, terceirizando a merenda escolar na capital. O agravo de instrumento havia sido movido pela empresa contra a Prefeitura.

Coincidentemente, no mesmo dia, a Procuradoria Geral do Município (PGM) recebeu uma notificação do Ministério Público Estadual, que proibia o município de efetuar qualquer pagamento à SP Alimentação.

Fonte: http://www.extralagoas.com.br